
Um paciente masculino de meia-idade, considerado previamente hígido por não apresentar comorbidades relatadas, teve o diagnóstico de uma tumoração renal detectada de forma incidental. O achado, caracterizado como um nódulo cortical exofítico no rim direito (lesão localizada na face externa do órgão), foi evidenciado por meio de um exame de tomografia computadorizada com contraste.
Após o diagnóstico por imagem, o paciente passou em consulta com um médico urologista, que optou inicialmente pela indicação cirúrgica de uma nefrectomia parcial para a remoção da parte afetada do órgão. Contudo, em busca de uma segunda opinião médica e focado na pesquisa de opções terapêuticas para esse tipo específico de nódulo, o paciente consultou outro especialista da urologia, que indicou a realização de uma ablação percutânea. Com as devidas orientações sobre o método, o paciente procurou a equipe de Radiologia Intervencionista que realiza procedimentos minimamente invasivos com potencial de cura.
O procedimento curativo foi realizado sob anestesia geral diretamente na sala de tomografia computadorizada, ambiente hospitalar adequado para a execução de técnicas guiadas por imagem. Utilizando os mesmos métodos de imagem do diagnóstico inicial, os especialistas introduziram uma agulha de dois milímetros de calibre exatamente no interior da lesão. Essa etapa foi confirmada e monitorada por meio de tomografias computadorizadas com e sem contraste, definindo a localização precisa da agulha e sua relação anatômica com o tumor. No mesmo ato cirúrgico, foi realizada uma biópsia para a retirada de um fragmento amostral do nódulo, protocolo para confirmar o diagnóstico de tumor e mapear o seu subtipo histológico. Após a coleta da biópsia, a agulha de ablação foi conectada e ativada.
A técnica escolhida foi a ablação por radiofrequência, que opera através de uma corrente elétrica alternada. Essa energia provoca a fricção das moléculas celulares e elevação da temperatura tecidual e promove a morte celular do tecido doente, garantindo a margem de segurança necessária além dos limites do nódulo. O tempo dedicado exclusivamente à aplicação da ablação durou em torno de 16 minutos. O exame de imagem demonstrou que a margem de ablação foi totalmente efetiva na destruição do tecido alvo, o que validou o sucesso do tratamento e permitiu o encerramento do procedimento.
A intervenção foi conduzida pelos médicos Dr. Renato Zangiacomo, Dr. Ricardo Augusto de Paula Pinto e Dr. André Menini.