Introdução

Em funcionamento desde o ano de 2000, o laboratório de Hemodinâmica do Hospital Pio XII realiza procedimentos nas áreas de cardiologia, neurologia, radiologia vascular e eletrofisiologia.

O serviço é oferecido em uma moderna estrutura, composto de uma sala de procedimentos com equipamentos de última geração e 10 leitos destinados ao preparo e recuperação dos pacientes.

Conta com equipe multiprofissional especializada para realizar procedimentos invasivos diagnósticos e terapêuticos com eficácia e segurança.

Exames realizados

  • Cateterismo cardíaco

    O Cateterismo Cardíaco – também conhecido como Cinecoronariografia ou Angiografia Coronária ou Estudo Hemodinâmico – é um exame invasivo que pode ser realizado de forma eletiva, para confirmar a presença de obstruções das artérias coronárias ou avaliar o funcionamento das valvas e do músculo cardíaco ou em situações de emergência, para determinar a exata localização da obstrução que está causando o infarto agudo do miocárdio e planejar a melhor estratégia de intervenção.

    Qual é o preparo para a realização do cateterismo?

    Todas as informações referentes ao preparo do procedimento serão feitas no ato do agendamento.

    Quem realiza o procedimento?

    Especialistas em Cardiologia Intervencionista e Hemodinamicista.

    Quais são os riscos?

    É natural que, por se tratar de um procedimento invasivo, o cateterismo cardíaco tenha riscos. O risco de complicações graves (infarto, AVC e sangramento no local de punção) é, em geral, muito baixo (menor que 1%). Outras complicações decorrentes do uso do contraste, como alergia e insuficiência renal, também podem ocorrer. Entretanto, todas essas complicações são raras e a intervenção será realizada por uma equipe médica preparada para atender qualquer tipo de complicação.

    Onde é realizado o cateterismo cardíaco?

    O exame será realizado no Setor de Hemodinâmica.

    Será fornecida uma roupa especial para o paciente. Os pertences poderão ser guardados no armário ou deixados com familiares.

    O paciente será conduzido por um profissional do setor ao local de admissão.

    Será fornecido um Termo de Consentimento e realizado um questionário de antecedentes alérgico que deverá ser respondido e assinado pelo paciente ou pelo responsável legal, estabelecendo a conformidade e a autorização para a realização do procedimento.

    Antes do exame, profissionais do Laboratório de Hemodinâmica confirmarão o nome do paciente e farão perguntas sobre as medicações em uso (especialmente diuréticos, anticoagulantes, aspirina e metaformina), além de doenças prévias e reações alérgicas em exames anteriores.

    Uma veia será puncionada no braço do paciente, para a infusão de soro e medicações durante e após o procedimento. Eletrodos (adesivos plásticos) serão colados em seu tórax para a monitorização do ritmo cardíaco durante o procedimento.

    Quando da punção da artéria (seja no braço ou na virilha), é instalado um introdutor, por onde o cateter será introduzido.

    O paciente poderá ver as imagens do coração na tela de vídeo durante todo o exame, mas deverá permanecer deitado com os braços estendidos nos locais determinados.

    Finalizado o procedimento, o médico do paciente e o cardiologista intervencionista decidirão em conjunto a melhor estratégia de tratamento.

    Estabelecido o diagnóstico e o grau da obstrução arterial, o médico do paciente e o cardiologista intervencionista poderão decidir por tratamento intervencionista imediato (Angioplastia Coronária) ou programar o tratamento para os dias subsequentes.

    Quem realiza o procedimento?

    Médicos cardiologistas treinados, especificamente em Cardiologia Intervencionista e Hemodinâmica.

    Após o cateterismo cardíaco:

    Os cateteres são removidos e o introdutor é retirado por profissionais do Setor de Hemodinâmica. A seguir é realizada compressão manual – de 30 minutos – ou o fechamento por dispositivos hemostáticos (como “plug” de colágeno ou sutura).

    A seguir é realizado curativo compressivo local. No caso do exame ser realizado pelo braço, será realizado somente fechamento e curativo local. O curativo será checado periodicamente, para averiguar a presença de sangramento local.

    O repouso após o cateterismo será realizado na unidade de recuperação, onde o paciente terá suas frequências cardíaca e respiratória e pressão arterial checadas constantemente.

    O tempo mínimo de repouso absoluto será de 4 a 6 horas. A cabeceira do leito não poderá ser erguida a mais que 30º. Não tente se levantar do leito durante esse período.

    A administração de soro e líquidos por via oral, após o exame, será realizada para facilitar a retirada do contraste do organismo.

    Por ocasião da liberação do paciente para sua residência, será obrigatório o acompanhamento de familiar ou responsável.

    A necessidade de novos procedimentos, medicações, dieta e atividades diárias serão discutidas antes da alta hospitalar com o médico do paciente e com o cardiologista intervencionista.

    O procedimento, muitas vezes, demora menos de 30 minutos. No entanto, o processo de preparo e repouso deverá ser considerado. Sugerimos que o paciente planeje dispor de 5 a 9 horas do seu dia para a realização do exame.

    Quais são os riscos?

    É natural que, por se tratar de um procedimento invasivo, o cateterismo cardíaco tenha riscos. O risco de complicações graves (infarto, AVC e sangramento no local de punção) é, em geral, muito baixo (menor que 1%). Outras complicações decorrentes do uso do contraste, como alergia e insuficiência renal, também podem ocorrer. Entretanto, todas essas complicações são raras e a intervenção será realizada por uma equipe médica preparada para atender qualquer tipo de complicação.

  • Angioplastia Coronária ou Intervenção Coronária Percutânea

    A Angioplastia Coronária ou Intervenção Coronária Percutânea é o tratamento não cirúrgico das obstruções das artérias coronárias por meio de cateter balão, com o objetivo de aumentar o fluxo de sangue para o coração. Após a desobstrução da artéria coronária, por meio da angioplastia com balão, procede-se ao implante de uma prótese endovascular (para ser utilizada no interior dos vasos) conhecida como ‘stent’ – pequeno tubo de metal, semelhante a um pequeníssimo bob de cabelo, usado para manter a artéria aberta.

    Atualmente existem dois tipos de stents: os convencionais e os farmacológicos ou recobertos com drogas.

    Os stents convencionais podem acarretar um processo cicatricial exacerbado que leva a restenose (reobstrução) do vaso em 10 a 20% dos casos.

    Os stents farmacológicos: surgiram para evitar esse processo cicatricial, que são constituídos do mesmo material metálico acrescido de um medicamento de liberação lenta no local de implante, reduzindo-se o processo de cicatrização e evitando-se a restenose. Há necessidade do uso prolongado de aspirina e clopidogrel nos pacientes que recebem stents farmacológicos pelo pequeno risco de trombose (formação de coágulos no interior do stent).

    Preparo

    Após a realização do cateterismo para diagnóstico e documentada a obstrução coronariana, será discutido com o paciente, com médico e com o cardiologista intervencionista a opção pelo tratamento imediato ou o agendamento para dias subsequentes conforme o quadro clínico, grau de obstrução coronariana e vontade do paciente.

    Os pacientes seguirão a mesma rotina com relação ao preparo, ao jejum, às medicações e às orientações descritas para o cateterismo cardíaco.

    Como é realizado?

    Da mesma forma que o cateterismo cardíaco, cateteres são inseridos pela perna ou braço e guiados até o coração. Identificado o local da obstrução é inserido um fio guia na artéria coronária que é locado distalmente (posteriormente) à obstrução. Um pequeno balão é guiado até o local da obstrução, progressivamente insuflado, comprimindo a placa contra a parede do vaso e aliviando a obstrução.

    Este procedimento pode apresentar recolhimento elástico do vaso, determinando nova obstrução no local. Portanto, na maioria dos procedimentos, realiza-se o implante permanente de endoprótese (stent convencional ou farmacológico) concomitante, que dá sustentação à dilatação evitando-se, assim, o recolhimento elástico.

    Onde é realizado o procedimento?

    É realizado no mesmo local do cateterismo cardíaco, no Setor de Hemodinâmica, com o paciente acordado e sob anestesia local.

    Quem realiza o procedimento?

    Médicos cardiologistas treinados em Cardiologia Intervencionista e Hemodinâmica.

    Quais são os riscos?

    É natural que, por se tratar de um procedimento invasivo, haja riscos. Porém ocorrências como óbito, infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral, necessidade de cirurgia de revascularização de urgência e complicações vasculares no local da punção são raras. Outras complicações decorrentes do uso do contraste, como alergia e insuficiência renal, podem ocorrer. Entretanto, todas essas complicações são raras e a intervenção será realizada por uma equipe médica preparada para atender qualquer tipo de intercorrência.

    Qual a duração do procedimento?

    Dependendo do caso e da complexidade, pode durar de 30 minutos a 2 horas.

    Há necessidade de internação hospitalar após o procedimento?

    Sim. Por um período mínimo de 24 a 48 horas. Serão realizados exames de sangue de rotina e eletrocardiograma.

    Estudo eletrofisiológico

    O Estudo Eletrofisiológico é um procedimento invasivo que permite um estudo intracardíaco especial, que visa analisar os defeitos no sistema elétrico do coração. Permite também descobrir as causas de síncopes, que são os desmaios, pré-síncopes, que são as tonturas e palpitações, além de esclarecer o mecanismo e a origem das arritmias, avaliar a eficácia de medicamentos antiarrítmicos e o funcionamento do cardioversor-desfibrilador implantável, aparelho semelhante ao marcapasso e que tem a capacidade de detectar e controlar as arritmias automaticamente.

    Pode ser realizado através de punções de veias e/ou artérias da região da virilha e/ou pescoço onde um cateter fino e longo é introduzido dentro do vaso sanguíneo até a altura do coração sob anestesia local ou sedação em casos selecionados. Utiliza eletrodos especiais ligados a polígrafos computadorizados, colocados no interior das cavidades cardíacas, guiados por sofisticados equipamentos de raios X.

    O procedimento é realizado por uma equipe de médicos cardiologistas com área de atuação em Arritmia e Eletrofisiologia, com suporte de equipe de enfermagem treinada e capacitada. A duração do estudo é variável. Em sua maioria dura cerca de 1 hora, dependendo de cada caso.

    O paciente é recebido pelo corpo de enfermagem que irá orientá-lo e acompanhá-lo antes, durante e após o procedimento.

    Após o estudo eletrofisiológico é necessário permanecer 6 horas em repouso no hospital.

    Orientações antes do exame

    É necessário jejum de 6 a 8 horas. É necessária a presença de um acompanhante adulto (preferencialmente um familiar) no dia do exame.

    Para a maioria dos procedimentos, será necessário a suspensão de medicamentos que interfiram na atividade elétrica do coração (antiarrítmicos ). A orientação sobre quais medicações e por quanto tempo deverá ser a suspensão destas, poderá ser fornecida pelo médico assistente ou pela secretária responsável pela marcação e orientação do exame.

    O estudo eletrofisiológico não costuma utilizar contraste por isso, não há preocupação quanto a reação alérgica ou dano renal.

    Obrigatoriamente, o paciente deverá permanecer em observação após a realização do estudo eletrofisiológico. Será necessário repouso absoluto com a perna esticada, por pelo menos 4 horas. A alimentação será liberada quando o paciente estiver bem acordado.

  • Implante de Sincronizadores/Marcapasso

    É um dispositivo eletrônico composto de gerador (pilha do marcapasso e o circuito eletrônico de comando) e eletrodo (fio que se comunica com o coração). O gerador produz impulsos que permitem a contração cardíaca e o batimento normal do coração. Há indicação de seu uso quando o coração funciona tão lentamente que uma quantidade insuficiente de sangue é distribuída ao corpo e isso pode trazer problemas como cansaço, desmaios, falta de ar e tontura.

    O implante é realizado sob a pele, no peito, próximo ao ombro, e o eletrodo que sai do gerador é introduzido através de uma veia importante e colocado dentro do coração, em contato com o músculo cardíaco.O implante é bem mais simples que outras cirurgias cardíacas. A internação hospitalar dura em média 2 dias.

    Como é feito o implante do marcapasso ?

    O implante de marcapasso é feito em ambiente hospitalar e por equipe profissional treinada incluindo cirurgiões cardiovasculares, arritmologistas e anestesistas com o objetivo de garantir a sua segurança durante o procedimento.

    Durante o procedimento o médico responsável realiza uma pequena incisão (corte) na região próxima ao ombro e através desta dois procedimentos básicos são realizados: Inicialmente os eletrodos são conectados ao seu coração. Eles permitem que o marcapasso possa monitorar os batimentos do coração e estimulá-lo quando necessário. A seguir, o gerador do marcapasso e implantado sob a pele.

  • Ablação

    A ablação por cateter é uma forma de tratamento para as arritmias cardíacas – que são alterações da atividade elétrica do coração. Especialmente nos casos de taquiarritmias (quando o coração perde seu ritmo normal, batendo de forma acelerada e comprometendo sua função), a detecção do foco causador da arritmia e sua consequente eliminação por radiofrequência (chamada de ablação) pode resolver o problema.

  • Arteriografia/Angiografia

    Aorta torácica (ascendente, arco aórtico e descendente) e abdominal, artérias cerebrais, carótidas, vertebrais e seus ramos e nas artérias periféricas, renais, mesentéricas, das vísceras e dos membros superiores e inferiores.

    O que é e para que serve?

    A arteriografia ou angiografia é um exame que utiliza contraste e que permite ver a luz do vaso (parte interna da artéria onde circula o sangue) em vários segmentos do organismo. Este exame pode diagnosticar e avaliar a gravidade de doenças que acometem as artérias, como as estenoses (estreitamentos), dilatações (aneurismas) e as malformações.

    A arteriografia poderá ser realizada na aorta torácica (ascendente, arco aórtico e descendente) e abdominal, artérias cerebrais, carótidas, vertebrais e seus ramos e nas artérias periféricas, renais, mesentéricas, das vísceras e dos membros superiores e inferiores.

    A arteriografia poderá ser eletiva (programada) ou realizada de forma emergencial (por exemplo, em uma dissecção aguda da artéria aorta).

    Como é realizado?

    Este exame é realizado com a injeção de contraste iodado utilizando um cateter e o aparelho de Raios X (angiógrafo com subtração digital) para a documentação, por meio da punção de uma artéria, após anestesia local.

    Há riscos?

    Há riscos em dois aspectos:

    Inerentes à punção: hematomas, pseudoaneurismas, fístulas arteriovenosas, embolia, trombose e dissecção arterial;

    Inerentes à injeção do contraste: reações alérgicas.

    Há algum preparo?

    Jejum (alimentos líquidos e sólidos) de 6 a 8 horas.

    Orientar quanto a medicamentos a manter e a suspender.

    Tricotomia (raspagem dos pelos) no local da punção (preferencialmente em região inguinal bilateral).

    Vir sempre acompanhado e trazendo todos os exames recentemente realizados.

    Há alguma outra orientação pós-procedimento?

    Não mobilizar o membro puncionado por período de 6 horas.

    Retirar o curativo no dia seguinte ao procedimento durante o banho.

    Permanecer em observação no hospital por período de 6 horas.

    Há contra indicação para realização do procedimento?

    Absoluta: Não há, a não ser a recusa deliberada em realizar o exame;

    Relativa: febre, estados infecciosos, alergia ou sensibilidade aos contrastes iodados, insuficiência renal, gravidez, situações de risco pelo uso de anticoagulantes ou antiagregantes plaquetários.

  • Quimioembolização

    A quimioembolização é um método percutâneo que se faz por meio de cateterismo. Por tanto é um método endovascular. O cateter é introduzido pela virilha e colocado dentro das artérias que irrigam o fígado, onde pequenas microesferas carregadas com drogas quimioterápicas são liberadas com intuito de entupir as artérias que nutrem o tumor. Com essa técnica podem ser tratados tumores maiores e múltiplos. Como os quimioterápicos utilizados são rapidamente degradados pelo próprio fígado, o procedimento não provoca os efeitos adversos comumente experimentados pelos pacientes que fazem uso de quimioterapia sistêmica.O quimioterápico vai sendo liberado gradativamente o que permite uma alta concentração da droga no tumor com baixa toxicidade sistêmica.

    A quimioembolização com microesferas carregados com quimioterápico tem sido muito utilizada para tratamento de câncer de fígado, seja o primário (carcinoma hepatocelular) ou as metástases.

    O cateter é colocado seletivamente dentro da artéria do fígado e chega bem próximo do tumor. Dessa forma a injeção de microesferas somente fecha os ramos para o tumor preservando a circulação de sangue para o fígado.

    Como se faz Quimioembolização?

    É um procedimento minimamente invasivo realizado apenas com anestesia local. Mas o paciente deve ficar internado para monitorar eventuais alterações da função hepática e para tomar medicação analgésica após o procedimento. A internação é curta, apenas um dia. O paciente volta a desenvolver as suas atividades normais nos primeiros dias após o tratamento. A recomendação é para guardar um leve repouso por 4 ou 5 dias.

  • Embolização de Artéria Uterina

    Desde que o médico francês Jacques Ravina realizou, há cerca de duas décadas, a primeira embolização de mioma uterino, a técnica vem evoluindo e beneficiando um número crescente de mulheres portadoras desse tipo de tumor, particularmente as que desejam o tratamento sem a retirada do útero. A embolização consiste em bloquear os vasos sanguíneos que nutrem o tumor por meio de um procedimento minimamente invasivo. Sem irrigação, o mioma diminui e o útero é preservado.

    Na quase totalidade dos casos, o mioma é um tumor benigno. Mas tem grande incidência entre as mulheres na fase reprodutiva, afetando mais da metade dessa população. Destas, porém, apenas cerca de 30% precisam de tratamento. São pacientes que apresentam sintomas como sangramentos, cólicas e fluxos menstruais excessivos, sensação de peso no baixo ventre, dor durante a relação sexual, dificuldade para engravidar e até abortos espontâneos. As demais devem apenas fazer o acompanhamento regular com o ginecologista.

    Embora associados à produção de hormônios na fase reprodutiva, as causas do surgimento de miomas são desconhecidas. Contudo, estudos apontam que a incidência é maior em mulheres da raça negra e naquelas com histórico familiar ou com alterações genéticas nas células uterinas. O diagnóstico se baseia na entrevista do médico com a paciente (anamnese), exame ginecológico e ultrassonografia.

    O tratamento varia conforme a gravidade, a localização dos miomas e – aspecto importante – o desejo reprodutivo. Em algumas situações a terapia com hormônios é suficiente para controlar o problema, embora algumas pacientes se ressintam de efeitos colaterais como náuseas, dor de cabeça, retenção de líquido e ganho de peso, entre outros. Quando o tratamento hormonal não resolve e a mulher já é mãe, é mais frequente a retirada do útero (histerectomia). Já para as pacientes que desejam ter filhos, uma das alternativas é a embolização. As chances de engravidar após esse procedimento variam de 30% a 35%.

    Outro diferencial da embolização é que ela permite o tratamento de mulheres que apresentam múltiplos miomas, mais difíceis de serem removidos pela miomectomia. O procedimento é indicado ainda em casos de recidiva após esta cirurgia (o que ocorre em cerca de 30% das pacientes) e também quando há tumores maiores. Aqui o objetivo é reduzir seu tamanho antes da intervenção cirúrgica, tornando a operação mais simples e diminuindo os riscos. A embolização pode ser ainda uma opção para mulheres que, mesmo já tendo filhos, querem preservar o útero, pois vêem nele um símbolo de sua feminilidade e sexualidade.

    Envolvendo sempre uma equipe multidisciplinar (ginecologista e radiologista vascular intervencionista, entre outros), o procedimento para embolizar o tumor é feito por meio da punção da artéria femoral, na região da virilha, com a introdução de um cateter. Guiado por imagens de fluoroscopia, um tipo de raio-X dinâmico, o médico irá posicioná-lo na artéria uterina. Para acessá-la, é colocado um cateter ainda mais fino dentro desse primeiro. O tempo todo, a radiação é controlada por um dosímetro, garantindo níveis seguros de exposição.

    Após a avaliação anatômica (em 4% dos casos a artéria uterina irriga o ovário, o que impede a embolização, já que esta afetaria o órgão que se pretende preservar) e a visualização dos nódulos, o médico faz a injeção de uma microesfera, o agente embolizante, que vai bloquear o fluxo de sangue nos vasos que alimentam o tumor. Sem irrigação sanguinea, seu tamanho vai diminuindo gradativamente. Seis meses após o procedimento, registra-se uma redução média de 40% do volume do útero. Feito com a paciente sob anestesia raquidiana ou peridural, o processo todo leva em torno de 1h30, incluindo preparo. Em poucos dias, a paciente pode retomar suas atividades de rotina.

    Dispor de alternativas para tratamento de miomas preservando o útero é algo que ganha maior importância nos dias atuais. Investindo no desenvolvimento pessoal e profissional, cada vez mais mulheres deixam a maternidade para depois dos 30 anos. Estão na fase reprodutiva e, portanto, arriscadas a estar no grupo das portadoras de mioma. Para quem sonha ter um bebê, a embolização pode ser uma boa opção.

  • Embolização de Aneurisma Cerebral

    O aneurisma cerebral é uma dilatação da parede das artérias cerebrais resultante de uma fragilidade lo¬cal, pela ausência de uma camada muscular. O fluxo de sangue exerce pressão sobre ela, formando uma espécie de saco ou bolha. O fluxo anormal no interior desta bolha provoca ondas de pressão em pare¬de previamente fragilizada, provocando ruptura com consequentemente hemorragia cerebral, causando a morte do paciente ou deixando sequelas graves.

    Dentre os acidentes vasculares cerebrais, o acidente vascular cerebral hemorrágico é o quadro mais gra¬ve.Neste quadro, as taxas de mortalidade alcançam até 50% em 30 dias e ocorrem em uma população mais jovem de pacientes. A hemorragia decorre da ruptura de um vaso em qualquer ponto da cavidade craniana. As hemorragias intracranianas são classificadas de acordo com a localização (extradural, sub¬dural, subaracnóidea, intracerebral, intraventricular), a natureza do vaso rompido (arterial, capilar, veno¬so) ou a causa (primaria ou espontânea, secundária ou provocada). Os dois principais subtipos de AVC hemorrágicos são as Hemorragias Intracerebrais e as Hemorragias Subaracnóides.

    Os dois tratamentos consistem em obstruir a circulação de sangue no aneurisma.

    Técnica endovascular um microcateter segue da virilha até o cérebro e é posicionado no interior do aneurisma. Através dele são implantadas microespirais de platina, para preenchê-lo.

    Inicialmente, esse tratamento se restringia a pacientes com lesões graves e que não podiam ser operados. O desenvolvimento da técnica permitiu sua expansão para outros casos. “A vantagem é poder tratar o paciente assim que se faz o diagnóstico, o que evita novos sangramentos e permite melhor cuidado do paciente com vasoespasmo”.

  • Implante Valva Aórtica Transcateter

    O procedimento desenvolvido é uma alternativa menos invasiva para pacientes com risco elevado para a cirurgia convencional em casos de tratamento da estenose severa da válvula aórtica – doença provocada pela calcificação da válvula, que provoca o estreitamento da via e reduz o fluxo de sangue no coração.

    É uma doença em que o tratamento é apenas cirúrgico, não há remédio que faça abrir mais. Deve-se colocar uma prótese convencional que tem uma agressão maior ao organismo, pois o coração e o pulmão funcionam por meio de um aparelho. O novo procedimento não para o coração, só faz pulsões e pequenas cirurgias. A invasão do organismo é de uma forma muito menos agressiva, que é o objetivo de toda a medicina hoje.

    Na nova cirurgia, um cateter balão, que dilata o canal, insere e libera o funcionamento da prótese na válvula aórtica. O implante pode ser feito de duas formas: pela artéria femoral, na virilha, ou por meio de uma pequena abertura no tórax do paciente. O médico utiliza cateteres e fios guia para chegar à válvula aórtica.

Para agendar procedimentos pelo convênio ou particular

Os procedimentos hemodinâmicos no Hospital Pio XII podem ser agendados pessoalmente ou por meio dos telefones: (12) 3928-3401/ (12) 3928-3402/ (12) 3928-3400. Os mesmos são agendados de segunda a quinta-feira, das 13 às 17 horas e na sexta-feira, o horário de atendimento é das 13 às 16 horas. Todos os procedimentos realizados no Hospital Pio XII são agendados previamente.

Para agendar procedimentos hemodinâmicos pelo SUS

Os procedimentos hemodinâmicos no Hospital Pio XII pelo Sistema Único de Saúde (SUS) são regulados através do Departamento de Regulação e Controle (DRC) de São José dos Campos, ou seja, o Hospital não tem permissão para realizar o procedimento sem a autorização do DRC.

Para informações sobre o andamento da solicitação, orientamos consultar o próprio DRC através do telefone: (12) 3928-2885.