São José dos Campos,   -  Tel.:  (12) 3928-3300
OBRA DE AÇÃO SOCIAL PIO XII


 Introdução

Em funcionamento desde o ano de 2000, o setor de Hemodinâmica do Hospital Pio XII realiza procedimentos na área de cardiologia, neurologia e vascular e tem contribuído com diagnósticos e tratamentos imediatos que, consequentemente, aumenta significativamente as chances de recuperação do paciente.

O serviço é oferecido em uma moderna estrutura, composto de uma sala de procedimentos com equipamentos de última geração e 10 leitos destinados ao preparo e recuperação dos pacientes.

A equipe de profissionais é altamente qualificada e atualizada para oferecer o que há de melhor em termos de segurança e humanização.

Entre outros procedimentos, em média são realizados cerca de 1800 cateterismos e pouco mais de 500 angioplastias anualmente.

Os números tendem a aumentar devido um projeto de ampliação já em execução. O serviço será contemplado com mais um angiógrafo, que será instalado em uma nova sala de procedimentos.

 Exames realizados

 Cateterismo cardíaco
O Cateterismo Cardíaco - também conhecido como Cinecoronariografia ou Angiografia Coronária ou Estudo Hemodinâmico - é um exame invasivo que pode ser realizado de forma eletiva, para confirmar a presença de obstruções das artérias coronárias ou avaliar o funcionamento das valvas e do músculo cardíaco ou em situações de emergência, para determinar a exata localização da obstrução que está causando o infarto agudo do miocárdio e planejar a melhor estratégia de intervenção.

Qual é o preparo para a realização do cateterismo?

Todas as informações referentes ao preparo do procedimento serão feitas no ato do agendamento.

Quem realiza o procedimento?

Especialistas em Cardiologia Intervencionista e Hemodinamicista.

Quais são os riscos?


É natural que, por se tratar de um procedimento invasivo, o cateterismo cardíaco tenha riscos. O risco de complicações graves (infarto, AVC e sangramento no local de punção) é, em geral, muito baixo (menor que 1%). Outras complicações decorrentes do uso do contraste, como alergia e insuficiência renal, também podem ocorrer. Entretanto, todas essas complicações são raras e a intervenção será realizada por uma equipe médica preparada para atender qualquer tipo de complicação.

Onde é realizado o cateterismo cardíaco?

O exame será realizado no Setor de Hemodinâmica.

Será fornecida uma roupa especial para o paciente. Os pertences poderão ser guardados no armário ou deixados com familiares.

O paciente será conduzido por um profissional do setor ao local de admissão.

Será fornecido um Termo de Consentimento e realizado um questionário de antecedentes alérgico que deverá ser respondido e assinado pelo paciente ou pelo responsável legal, estabelecendo a conformidade e a autorização para a realização do procedimento.

Antes do exame, profissionais do Laboratório de Hemodinâmica confirmarão o nome do paciente e farão perguntas sobre as medicações em uso (especialmente diuréticos, anticoagulantes, aspirina e metaformina), além de doenças prévias e reações alérgicas em exames anteriores.

Uma veia será puncionada no braço do paciente, para a infusão de soro e medicações durante e após o procedimento. Eletrodos (adesivos plásticos) serão colados em seu tórax para a monitorização do ritmo cardíaco durante o procedimento.

Quando da punção da artéria (seja no braço ou na virilha), é instalado um introdutor, por onde o cateter será introduzido.

O paciente poderá ver as imagens do coração na tela de vídeo durante todo o exame, mas deverá permanecer deitado com os braços estendidos nos locais determinados.

Finalizado o procedimento, o médico do paciente e o cardiologista intervencionista decidirão em conjunto a melhor estratégia de tratamento.

Estabelecido o diagnóstico e o grau da obstrução arterial, o médico do paciente e o cardiologista intervencionista poderão decidir por tratamento intervencionista imediato (Angioplastia Coronária) ou programar o tratamento para os dias subsequentes.

Quem realiza o procedimento?

Médicos cardiologistas treinados, especificamente em Cardiologia Intervencionista e Hemodinâmica.

Após o cateterismo cardíaco:

Os cateteres são removidos e o introdutor é retirado por profissionais do Setor de Hemodinâmica. A seguir é realizada compressão manual - de 30 minutos – ou o fechamento por dispositivos hemostáticos (como “plug” de colágeno ou sutura).

A seguir é realizado curativo compressivo local. No caso do exame ser realizado pelo braço, será realizado somente fechamento e curativo local. O curativo será checado periodicamente, para averiguar a presença de sangramento local.

O repouso após o cateterismo será realizado na unidade de recuperação, onde o paciente terá suas frequências cardíaca e respiratória e pressão arterial checadas constantemente.

O tempo mínimo de repouso absoluto será de 4 a 6 horas. A cabeceira do leito não poderá ser erguida a mais que 30º. Não tente se levantar do leito durante esse período.

A administração de soro e líquidos por via oral, após o exame, será realizada para facilitar a retirada do contraste do organismo.

Por ocasião da liberação do paciente para sua residência, será obrigatório o acompanhamento de familiar ou responsável.

A necessidade de novos procedimentos, medicações, dieta e atividades diárias serão discutidas antes da alta hospitalar com o médico do paciente e com o cardiologista intervencionista.

A necessidade de novos procedimentos, medicações, dieta e atividades diárias serão discutidas antes da alta hospitalar com o médico do paciente e com o cardiologista intervencionista.

O procedimento, muitas vezes, demora menos de 30 minutos. No entanto, o processo de preparo e repouso deverá ser considerado. Sugerimos que o paciente planeje dispor de 5 a 9 horas do seu dia para a realização do exame.

Quais são os riscos?

É natural que, por se tratar de um procedimento invasivo, o cateterismo cardíaco tenha riscos. O risco de complicações graves (infarto, AVC e sangramento no local de punção) é, em geral, muito baixo (menor que 1%). Outras complicações decorrentes do uso do contraste, como alergia e insuficiência renal, também podem ocorrer. Entretanto, todas essas complicações são raras e a intervenção será realizada por uma equipe médica preparada para atender qualquer tipo de complicação.


 Angioplastia Coronária ou Intervenção Coronária Percutânea
A Angioplastia Coronária ou Intervenção Coronária Percutânea é o tratamento não cirúrgico das obstruções das artérias coronárias por meio de cateter balão, com o objetivo de aumentar o fluxo de sangue para o coração. Após a desobstrução da artéria coronária, por meio da angioplastia com balão, procede-se ao implante de uma prótese endovascular (para ser utilizada no interior dos vasos) conhecida como ‘stent’ - pequeno tubo de metal, semelhante a um pequeníssimo bob de cabelo, usado para manter a artéria aberta.

Atualmente existem dois tipos de stents: os convencionais e os farmacológicos ou recobertos com drogas.

Os stents convencionais podem acarretar um processo cicatricial exacerbado que leva a restenose (reobstrução) do vaso em 10 a 20% dos casos.

Os stents farmacológicos: surgiram para evitar esse processo cicatricial, que são constituídos do mesmo material metálico acrescido de um medicamento de liberação lenta no local de implante, reduzindo-se o processo de cicatrização e evitando-se a restenose. Há necessidade do uso prolongado de aspirina e clopidogrel nos pacientes que recebem stents farmacológicos pelo pequeno risco de trombose (formação de coágulos no interior do stent).

Preparo

Após a realização do cateterismo para diagnóstico e documentada a obstrução coronariana, será discutido com o paciente, com médico e com o cardiologista intervencionista a opção pelo tratamento imediato ou o agendamento para dias subsequentes conforme o quadro clínico, grau de obstrução coronariana e vontade do paciente.

Os pacientes seguirão a mesma rotina com relação ao preparo, ao jejum, às medicações e às orientações descritas para o cateterismo cardíaco.

Como é realizado?

Da mesma forma que o cateterismo cardíaco, cateteres são inseridos pela perna ou braço e guiados até o coração. Identificado o local da obstrução é inserido um fio guia na artéria coronária que é locado distalmente (posteriormente) à obstrução. Um pequeno balão é guiado até o local da obstrução, progressivamente insuflado, comprimindo a placa contra a parede do vaso e aliviando a obstrução.

Este procedimento pode apresentar recolhimento elástico do vaso, determinando nova obstrução no local. Portanto, na maioria dos procedimentos, realiza-se o implante permanente de endoprótese (stent convencional ou farmacológico) concomitante, que dá sustentação à dilatação evitando-se, assim, o recolhimento elástico.

Onde é realizado o procedimento?

É realizado no mesmo local do cateterismo cardíaco, no Setor de Hemodinâmica, com o paciente acordado e sob anestesia local.

Quem realiza o procedimento?

Médicos cardiologistas treinados em Cardiologia Intervencionista e Hemodinâmica.

Quais são os riscos?

É natural que, por se tratar de um procedimento invasivo, haja riscos. Porém ocorrências como óbito, infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral, necessidade de cirurgia de revascularização de urgência e complicações vasculares no local da punção são raras. Outras complicações decorrentes do uso do contraste, como alergia e insuficiência renal, podem ocorrer. Entretanto, todas essas complicações são raras e a intervenção será realizada por uma equipe médica preparada para atender qualquer tipo de intercorrência.

Qual a duração do procedimento?

Dependendo do caso e da complexidade, pode durar de 30 minutos a 2 horas.

Há necessidade de internação hospitalar após o procedimento?

Sim. Por um período mínimo de 24 a 48 horas. Serão realizados exames de sangue de rotina e eletrocardiograma.

Estudo eletrofisiológico

O Estudo Eletrofisiológico é um procedimento invasivo que permite um estudo intracardíaco especial, que visa analisar os defeitos no sistema elétrico do coração. Permite também descobrir as causas de síncopes, que são os desmaios, pré-síncopes, que são as tonturas e palpitações, além de esclarecer o mecanismo e a origem das arritmias, avaliar a eficácia de medicamentos antiarrítmicos e o funcionamento do cardioversor-desfibrilador implantável, aparelho semelhante ao marcapasso e que tem a capacidade de detectar e controlar as arritmias automaticamente.

Pode ser realizado através de punções de veias e/ou artérias da região da virilha e/ou pescoço onde um cateter fino e longo é introduzido dentro do vaso sanguíneo até a altura do coração sob anestesia local ou sedação em casos selecionados. Utiliza eletrodos especiais ligados a polígrafos computadorizados, colocados no interior das cavidades cardíacas, guiados por sofisticados equipamentos de raios X.

O procedimento é realizado por uma equipe de médicos cardiologistas com área de atuação em Arritmia e Eletrofisiologia, com suporte de equipe de enfermagem treinada e capacitada. A duração do estudo é variável. Em sua maioria dura cerca de 1 hora, dependendo de cada caso.

O paciente é recebido pelo corpo de enfermagem que irá orientá-lo e acompanhá-lo antes, durante e após o procedimento.

Após o estudo eletrofisiológico é necessário permanecer 6 horas em repouso no hospital.

Orientações antes do exame

É necessário jejum de 6 a 8 horas. É necessária a presença de um acompanhante adulto (preferencialmente um familiar) no dia do exame.

Para a maioria dos procedimentos, será necessário a suspensão de medicamentos que interfiram na atividade elétrica do coração (antiarrítmicos ). A orientação sobre quais medicações e por quanto tempo deverá ser a suspensão destas, poderá ser fornecida pelo médico assistente ou pela secretária responsável pela marcação e orientação do exame.

O estudo eletrofisiológico não costuma utilizar contraste por isso, não há preocupação quanto a reação alérgica ou dano renal.

Obrigatoriamente, o paciente deverá permanecer em observação após a realização do estudo eletrofisiológico. Será necessário repouso absoluto com a perna esticada, por pelo menos 4 horas. A alimentação será liberada quando o paciente estiver bem acordado.


 Implante de Sincronizadores/Marcapasso
É um dispositivo eletrônico composto de gerador (pilha do marcapasso e o circuito eletrônico de comando) e eletrodo (fio que se comunica com o coração). O gerador produz impulsos que permitem a contração cardíaca e o batimento normal do coração. Há indicação de seu uso quando o coração funciona tão lentamente que uma quantidade insuficiente de sangue é distribuída ao corpo e isso pode trazer problemas como cansaço, desmaios, falta de ar e tontura.

O implante é realizado sob a pele, no peito, próximo ao ombro, e o eletrodo que sai do gerador é introduzido através de uma veia importante e colocado dentro do coração, em contato com o músculo cardíaco.O implante é bem mais simples que outras cirurgias cardíacas. A internação hospitalar dura em média 2 dias.

Como é feito o implante do marcapasso ?

O implante de marcapasso é feito em ambiente hospitalar e por equipe profissional treinada incluindo cirurgiões cardiovasculares, arritmologistas e anestesistas com o objetivo de garantir a sua segurança durante o procedimento.

Durante o procedimento o médico responsável realiza uma pequena incisão (corte) na região próxima ao ombro e através desta dois procedimentos básicos são realizados: Inicialmente os eletrodos são conectados ao seu coração. Eles permitem que o marcapasso possa monitorar os batimentos do coração e estimulá-lo quando necessário. A seguir, o gerador do marcapasso e implantado sob a pele.


 Ablação
A ablação por cateter é uma forma de tratamento para as arritmias cardíacas - que são alterações da atividade elétrica do coração. Especialmente nos casos de taquiarritmias (quando o coração perde seu ritmo normal, batendo de forma acelerada e comprometendo sua função), a detecção do foco causador da arritmia e sua consequente eliminação por radiofrequência (chamada de ablação) pode resolver o problema.

 Arteriografia/Angiografia
Aorta torácica (ascendente, arco aórtico e descendente) e abdominal, artérias cerebrais, carótidas, vertebrais e seus ramos e nas artérias periféricas, renais, mesentéricas, das vísceras e dos membros superiores e inferiores.

O que é e para que serve?

A arteriografia ou angiografia é um exame que utiliza contraste e que permite ver a luz do vaso (parte interna da artéria onde circula o sangue) em vários segmentos do organismo. Este exame pode diagnosticar e avaliar a gravidade de doenças que acometem as artérias, como as estenoses (estreitamentos), dilatações (aneurismas) e as malformações.

A arteriografia poderá ser realizada na aorta torácica (ascendente, arco aórtico e descendente) e abdominal, artérias cerebrais, carótidas, vertebrais e seus ramos e nas artérias periféricas, renais, mesentéricas, das vísceras e dos membros superiores e inferiores.

A arteriografia poderá ser eletiva (programada) ou realizada de forma emergencial (por exemplo, em uma dissecção aguda da artéria aorta).

Como é realizado?

Este exame é realizado com a injeção de contraste iodado utilizando um cateter e o aparelho de Raios X (angiógrafo com subtração digital) para a documentação, por meio da punção de uma artéria, após anestesia local.

Há riscos?

Há riscos em dois aspectos:

Inerentes à punção: hematomas, pseudoaneurismas, fístulas arteriovenosas, embolia, trombose e dissecção arterial;

Inerentes à injeção do contraste: reações alérgicas.

Há algum preparo?

JJejum (alimentos líquidos e sólidos) de 6 a 8 horas.

Orientar quanto a medicamentos a manter e a suspender.

Tricotomia (raspagem dos pelos) no local da punção (preferencialmente em região inguinal bilateral).

Vir sempre acompanhado e trazendo todos os exames recentemente realizados.

Há alguma outra orientação pós-procedimento?

Não mobilizar o membro puncionado por período de 6 horas

Retirar o curativo no dia seguinte ao procedimento durante o banho.

Permanecer em observação no hospital por período de 6 horas.

Há contra indicação para realização do procedimento?

Absoluta: Não há, a não ser a recusa deliberada em realizar o exame;

Relativa: febre, estados infecciosos, alergia ou sensibilidade aos contrastes iodados, insuficiência renal, gravidez, situações de risco pelo uso de anticoagulantes ou antiagregantes plaquetários.


 Quimioembolização
A quimioembolização é um método percutâneo que se faz por meio de cateterismo. Por tanto é um método endovascular. O cateter é introduzido pela virilha e colocado dentro das artérias que irrigam o fígado, onde pequenas microesferas carregadas com drogas quimioterápicas são liberadas com intuito de entupir as artérias que nutrem o tumor. Com essa técnica podem ser tratados tumores maiores e múltiplos. Como os quimioterápicos utilizados são rapidamente degradados pelo próprio fígado, o procedimento não provoca os efeitos adversos comumente experimentados pelos pacientes que fazem uso de quimioterapia sistêmica.O quimioterápico vai sendo liberado gradativamente o que permite uma alta concentração da droga no tumor com baixa toxicidade sistêmica.

A quimioembolização com microesferas carregados com quimioterápico tem sido muito utilizada para tratamento de câncer de fígado, seja o primário (carcinoma hepatocelular) ou as metástases.

O cateter é colocado seletivamente dentro da artéria do fígado e chega bem próximo do tumor. Dessa forma a injeção de microesferas somente fecha os ramos para o tumor preservando a circulação de sangue para o fígado.

Como se faz Quimioembolização?

É um procedimento minimamente invasivo realizado apenas com anestesia local. Mas o paciente deve ficar internado para monitorar eventuais alterações da função hepática e para tomar medicação analgésica após o procedimento. A internação é curta, apenas um dia. O paciente volta a desenvolver as suas atividades normais nos primeiros dias após o tratamento. A recomendação é para guardar um leve repouso por 4 ou 5 dias.


 Embolização de Artéria Uterina
Desde que o médico francês Jacques Ravina realizou, há cerca de duas décadas, a primeira embolização de mioma uterino, a técnica vem evoluindo e beneficiando um número crescente de mulheres portadoras desse tipo de tumor, particularmente as que desejam o tratamento sem a retirada do útero. A embolização consiste em bloquear os vasos sanguíneos que nutrem o tumor por meio de um procedimento minimamente invasivo. Sem irrigação, o mioma diminui e o útero é preservado.

Na quase totalidade dos casos, o mioma é um tumor benigno. Mas tem grande incidência entre as mulheres na fase reprodutiva, afetando mais da metade dessa população. Destas, porém, apenas cerca de 30% precisam de tratamento. São pacientes que apresentam sintomas como sangramentos, cólicas e fluxos menstruais excessivos, sensação de peso no baixo ventre, dor durante a relação sexual, dificuldade para engravidar e até abortos espontâneos. As demais devem apenas fazer o acompanhamento regular com o ginecologista.

Embora associados à produção de hormônios na fase reprodutiva, as causas do surgimento de miomas são desconhecidas. Contudo, estudos apontam que a incidência é maior em mulheres da raça negra e naquelas com histórico familiar ou com alterações genéticas nas células uterinas. O diagnóstico se baseia na entrevista do médico com a paciente (anamnese), exame ginecológico e ultrassonografia.

O tratamento varia conforme a gravidade, a localização dos miomas e – aspecto importante – o desejo reprodutivo. Em algumas situações a terapia com hormônios é suficiente para controlar o problema, embora algumas pacientes se ressintam de efeitos colaterais como náuseas, dor de cabeça, retenção de líquido e ganho de peso, entre outros. Quando o tratamento hormonal não resolve e a mulher já é mãe, é mais frequente a retirada do útero (histerectomia). Já para as pacientes que desejam ter filhos, uma das alternativas é a embolização. As chances de engravidar após esse procedimento variam de 30% a 35%.

Outro diferencial da embolização é que ela permite o tratamento de mulheres que apresentam múltiplos miomas, mais difíceis de serem removidos pela miomectomia. O procedimento é indicado ainda em casos de recidiva após esta cirurgia (o que ocorre em cerca de 30% das pacientes) e também quando há tumores maiores. Aqui o objetivo é reduzir seu tamanho antes da intervenção cirúrgica, tornando a operação mais simples e diminuindo os riscos. A embolização pode ser ainda uma opção para mulheres que, mesmo já tendo filhos, querem preservar o útero, pois vêem nele um símbolo de sua feminilidade e sexualidade.

Envolvendo sempre uma equipe multidisciplinar (ginecologista e radiologista vascular intervencionista, entre outros), o procedimento para embolizar o tumor é feito por meio da punção da artéria femoral, na região da virilha, com a introdução de um cateter. Guiado por imagens de fluoroscopia, um tipo de raio-X dinâmico, o médico irá posicioná-lo na artéria uterina. Para acessá-la, é colocado um cateter ainda mais fino dentro desse primeiro. O tempo todo, a radiação é controlada por um dosímetro, garantindo níveis seguros de exposição.

Após a avaliação anatômica (em 4% dos casos a artéria uterina irriga o ovário, o que impede a embolização, já que esta afetaria o órgão que se pretende preservar) e a visualização dos nódulos, o médico faz a injeção de uma microesfera, o agente embolizante, que vai bloquear o fluxo de sangue nos vasos que alimentam o tumor. Sem irrigação sanguinea, seu tamanho vai diminuindo gradativamente. Seis meses após o procedimento, registra-se uma redução média de 40% do volume do útero. Feito com a paciente sob anestesia raquidiana ou peridural, o processo todo leva em torno de 1h30, incluindo preparo. Em poucos dias, a paciente pode retomar suas atividades de rotina.

Dispor de alternativas para tratamento de miomas preservando o útero é algo que ganha maior importância nos dias atuais. Investindo no desenvolvimento pessoal e profissional, cada vez mais mulheres deixam a maternidade para depois dos 30 anos. Estão na fase reprodutiva e, portanto, arriscadas a estar no grupo das portadoras de mioma. Para quem sonha ter um bebê, a embolização pode ser uma boa opção.


 Embolização de Aneurisma Cerebral
O aneurisma cerebral é uma dilatação da parede das artérias cerebrais resultante de uma fragilidade lo¬cal, pela ausência de uma camada muscular. O fluxo de sangue exerce pressão sobre ela, formando uma espécie de saco ou bolha. O fluxo anormal no interior desta bolha provoca ondas de pressão em pare¬de previamente fragilizada, provocando ruptura com consequentemente hemorragia cerebral, causando a morte do paciente ou deixando sequelas graves.

Dentre os acidentes vasculares cerebrais, o acidente vascular cerebral hemorrágico é o quadro mais gra¬ve.Neste quadro, as taxas de mortalidade alcançam até 50% em 30 dias e ocorrem em uma população mais jovem de pacientes. A hemorragia decorre da ruptura de um vaso em qualquer ponto da cavidade craniana. As hemorragias intracranianas são classificadas de acordo com a localização (extradural, sub¬dural, subaracnóidea, intracerebral, intraventricular), a natureza do vaso rompido (arterial, capilar, veno¬so) ou a causa (primaria ou espontânea, secundária ou provocada). Os dois principais subtipos de AVC hemorrágicos são as Hemorragias Intracerebrais e as Hemorragias Subaracnóides.

Os dois tratamentos consistem em obstruir a circulação de sangue no aneurisma.

Técnica endovascular um microcateter segue da virilha até o cérebro e é posicionado no interior do aneurisma. Através dele são implantadas microespirais de platina, para preenchê-lo.

Inicialmente, esse tratamento se restringia a pacientes com lesões graves e que não podiam ser operados. O desenvolvimento da técnica permitiu sua expansão para outros casos. "A vantagem é poder tratar o paciente assim que se faz o diagnóstico, o que evita novos sangramentos e permite melhor cuidado do paciente com vasoespasmo".


 Implante Valva Aórtica Transcateter
O procedimento desenvolvido é uma alternativa menos invasiva para pacientes com risco elevado para a cirurgia convencional em casos de tratamento da estenose severa da válvula aórtica – doença provocada pela calcificação da válvula, que provoca o estreitamento da via e reduz o fluxo de sangue no coração.

É uma doença em que o tratamento é apenas cirúrgico, não há remédio que faça abrir mais. Deve-se colocar uma prótese convencional que tem uma agressão maior ao organismo, pois o coração e o pulmão funcionam por meio de um aparelho. O novo procedimento não para o coração, só faz pulsões e pequenas cirurgias. A invasão do organismo é de uma forma muito menos agressiva, que é o objetivo de toda a medicina hoje.

Na nova cirurgia, um cateter balão, que dilata o canal, insere e libera o funcionamento da prótese na válvula aórtica. O implante pode ser feito de duas formas: pela artéria femoral, na virilha, ou por meio de uma pequena abertura no tórax do paciente. O médico utiliza cateteres e fios guia para chegar à válvula aórtica.